Curvas da Estrada
O gosto do teu beijo
desafia o inverno lá fora.
A noite foi curta,
mas um pouco da tua pele
fica em mim.
Volto pra casa
cantando a música
da tua boca.
Enquanto a madrugada
desenha teu corpo
nas curvas da estrada.
O gosto do teu beijo
desafia o inverno lá fora.
A noite foi curta,
mas um pouco da tua pele
fica em mim.
Volto pra casa
cantando a música
da tua boca.
Enquanto a madrugada
desenha teu corpo
nas curvas da estrada.
Este texto nasceu da empatia e do apoio à luta feminista contra o apagamento das mulheres e as amarras impostas pelo patriarcado. Me ensinaram cedo: Baixa o tom. Baixa o tom. Baixa o tom. Sorria. Sorria. Sorria. Enquanto eles assinavam paredes, assinavam livros, assinavam meu silêncio. Meu nome, em giz.
para Manuela Entramos no mar de mãos dadas, um mundo azul nos abraça. Tu pula as ondas sem medo, teu riso misturado ao vento e ao sal grudado na pele. Na pracinha, o vento no rosto, o balanço sobe até as árvores, a gangorra inclina o céu, teu cabelo balança
O que mais gosto em ti são os gestos, a xícara que tu segura com as duas mãos, o jeito de ajeitar o cabelo quando pensa em algo difícil. Gosto dos quadros que tu pendura, um pouco tortos, um pouco teus, como janelas abertas ao vento. Gosto de como tu
O dedo desliza num raio de luz, refresh que é reza, que é febre, que é cruz. Um aquário embaçado de vidro fumê, peixe se exibindo pra quem não quer ver. O algoritmo provoca o que o sangue invoca, mas entrega só cinzas pra quem quer calor. Bloqueia, espreita, exibe